quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Fala-nos o nosso Treinador-Adjunto

Com que idade e que começaste a jogar?
Com 5 anos. Ainda a bola era quase maior do que eu. Joguei durante 15 anos, 14 deles no Vasco da Gama e 1 no Desportivo de Leça.

Para ti, qual foi o escalão em que te deu mais prazer jogar?
Acho que todos os escalões me deram prazer jogar. Cada um como cada qual.
Nos minis era para aprender tudo. Mas lembro-me que íamos para os jogos sempre para ganhar. Ou não jogasse eu no Vasco. Subi um ano mais cedo para os iniciados.
Nos iniciados começava a ser um bocadinho mais a sério. Continuava a aprender mas cada vez era mais basquete. Voltei a subir mais cedo, desta vez para os cadetes o que significava que já não podia voltar a jogar nos iniciados.
Nos cadetes, recordo-me perfeitamente pois no meu último ano jogava pelos cadetes e pelos juniores “B”, e foi nesse ano que fui campeão distrital de juniores “B”. A escolher um ano seria esse.
Quando subi para os juniores A fiz apenas uma época no Vasco porque me chateei com o meu treinador e pedi para sair do clube. Fui um ano para o Desportivo de Leça no qual tinha decidido que era o meu último ano como jogador. Nesse ano joguei como Júnior A e sénior e também foi um bom ano.

Quando jogas basquete gostas mais de defender ou de atacar?
Eu penso que não há jogadores que gostem mais de defender do que de atacar. Toda a gente gosta de atacar.
Só que apesar disse eu adorava tanto defender como adorava atacar. Mostra-mos a nossa "raça" é na defesa.
E como disse um grande treinador: "A atacar ganha-se jogos...A defender ganha-se campeonatos!"

Qual jogador da NBA gostavas de defender? Porque?
Está reformado como eu. Mas claro que era o Michael Jordan porque além de ser o melhor atleta de todos os tempos era fenomenal e quase impossível para-lo.
Eu gostava de tentar.

Quando jogavas na tua equipa o que sentias quando eras substituído?
Quando jogamos sentimos sempre aquela sensação de injustiçados. De que o treinador gosta mais do outro do que de nós e por isso é que estamos a sair.
Mas na maioria dos casos não é isso que acontece e enquanto fui crescendo é que fui percebendo. Ninguém gosta de sair é claro, mas os treinadores não são nenhuns malucos para tirar uma jogadora se ela estiver a ser importante naquele momento. Os treinadores conhecem bem as jogadoras e sabem que naquele momento são precisas determinadas características.
Mas ao jogador custa sempre. Eu não gostava de sair!

Já alguma vez tiveste o jogo nas tuas mãos, ou seja, faltar pouco tempo e o jogo estar empatado ou estar perdido e teres que marca cesto para a tua conseguir ganhar e não o conseguires fazer? Se sim como te sentiste?
Já. Mais vezes do que o que desejava até. Quando estava de mão quente alguns treinadores confiavam em mim em momentos desses. Marquei alguns e quando se marca a sensação é das melhores do mundo. Claro que também falhei. E posso contar uma que foi a pior e seria talvez a mais decisiva da minha vida. No Vasco em Juniores A contra o Galitos, estávamos a perder por 3 pontos... Faltavam 8 segundos e o meu treinador pediu desconto de tempo. Desenhou uma jogada para um colega meu lançar triplo. A outra equipa adivinhou e marcaram o meu colega. Apareci eu para receber a bola, recebi, dei um drible, parei, lancei e falhe. Se ganhasse-mos aquele jogo ia-mos á fase final nacional. Chorei nesse jogo. O meu treinador sentou-se ao meu lado com a estatística na mão e disse: se não tivéssemos falhado estes lançamentos e lances livres tínhamos ganho. Portanto não foi o teu lançamento que decidiu se perdemos ou ganhamos.

Gostas de ser treinador?
Gosto claro. Dai a minha opção em ter deixado a arbitragem. Já tinha treinado o Vasco da Gama 3 anos e decidi voltar a treinar pelo gosto que dá chatear-vos a cabeça mas ver-vos a evoluir.

Qual é a diferença entre treinador e árbitro?
Comecei as duas actividades no mesmo ano! E jogava também. Tirei o curso de treinador, e uns meses depois o de árbitro. Primeiro "baldava-me" á arbitragem, pois gostava mais de treinar, mas vi que até ia tendo jeito para arbitrar e que queriam apostar em mim e decidi experimentar mais a sério.
Entretanto deu-se a minha saída do clube que estava como jogador e consequentemente como treinador e optei pela arbitragem. Mas passados alguns anos reparei que posso dar um maior contributo e que preferi treinar, pois vou ter mais gosto no futuro ver atletas que foram treinadas por mim a jogar em boas equipas por exemplo. O prazer é outro e compensa.

O que é para ti o basquetebol?
Digo sempre que o basquetebol para mim é tudo. Acho que não era feliz se não tivesse ligado ao basquetebol.
Seja como jogador, treinador, ou arbitro. Acho que o espírito que se vive faz bem a toda a gente, estar em equipa é uma sensação que nunca na vida nos esquece-mos.

Porque que escolheste basquetebol e não outro desporto? Porque?
Amor á primeira vista. Comecei com 5 anos. Ainda houve ali uns dois meses que jogava futebol no Boavista ao mesmo tempo de basquete mas o meu pai obrigou-me a escolher um e eu preferi o basquete. Escolha certa.

Porque decidiste ser treinador de Basquetebol?
Na altura que tirei o curso queria estar ainda mais envolvido com a modalidade do que o que estava. Então durante 3 anos fui treinador, jogador e arbitro. Depois para subir para árbitro nacional tive que abdicar de treinar e de jogar. Passaram então mais dois anos em que não treinei nem joguei e durante a época passada decidi que queria voltar a treinar. Porque me sinto mais realizado. Porque estou a formar gente como jogadoras e como pessoas... Muito da nossa vida é reflexo do que somos no basquete.

Porque é que escolheste o basquetebol feminino e não o masculino?
Quando tirei o curso fui treinador do masculino 3 anos no Vasco da Gama.
Agora que decidi voltar a treinar surgiram-me algumas propostas, e decidi aceitar a do Juvemaia porque é um clube que gosto, com pessoas que conhecia e que gosto também.
Depois eu acho que o basquete feminino, por exemplo a nível sénior é muito mal jogado. E tracei um objectivo que era ter uma equipa que jogasse de uma forma mais bonita do que as restantes. De uma forma que fosse mais basquete. Que as pessoas gostem de ver. Felizmente o Marco e o André também pensam como eu e por isso foi fácil aceitar trabalhar no Juvemaia.
Vai ser duro para vocês, mas no fim compensa. O basquete compensa sempre.

Que escalões já treinaste?
Treinei os iniciados do Vasco da gama. Já não treinava á 3 anos pois tive de abdicar para subir para arbitro nacional.
Agora estou de volta

Que equipa gostas-te mais de treinar até agora?
Até agora a que mas gostei foi a equipa de iniciados do Vasco, no meu segundo ano de treinador.
Foi um ano que chegamos á fase nacional e trabalhei com um grupo espectacular, que revelava muita qualidade. Foi o mesmo grupo que este ano foi campeão nacional de Juniores B.

Se pudesses defrontar uma equipa qual era?
Como jogador seria a equipa de Chicago de á 10 anos atrás. Com Jordan, Pippen, Rodman, etc.
Como treinador é difícil responder porque dependeria da equipa que estivesse a treinar.
Mas por exemplo com as cadetes do Juvemaia, talvez um jogo contra uma equipa sénior para testar as vossas capacidades no limite.

Qual o teu sonho em relação em Basquetebol?
Acho que nunca idealizei um sonho em relação ao basquete. Sempre preferi traçar objectivos e tentar alcança-los.
Os sonhos por vezes não passam disso mesmo e então se traçar-mos objectivos possivelmente conseguimos atingi-los e podemos voltar a traçar outros.

Quais foram os jogos que mais te marcaram como árbitro, como jogador e como treinador e porquê?
Como árbitro foi um Póvoa-Barcelos em seniores. Era avaliado nesse jogo. Decidia o 1º classificado da Cnb1 e estava o pavilhão cheio como eu nunca o tinha visto. Não havia um lugar, nem sentado, nem em pé...
Como jogador tive vários. Podia destacar o jogo da fase final quando fui campeão distrital mas só joguei para ai 10 minutos nesse porque era cadete e jogava pelos juniores. Sem dúvida que foi dos mais marcantes, mas tive jogos em que decidi que também me marcaram bastante. Outros que não decidi mas que também marcam. Muitos jogos mesmo que tinha que falar.
Como treinador um jogo dos "meus miúdos" contra o porto que decidia o vencedor da fase intermédia. Pareciam seniores a jogar. Concentrados, com a garra á Vasco, e muita atitude. Ganha-mos por 3 pontos esse jogo e marcou-me porque todos os jogadores jogaram nos últimos 2 minutos. Tirei 5 e meti outros 5 tal era a confiança que tinha neles nesse dia.

Para ti, que qualidades deve ter um jogador "perfeito"?
Um jogador perfeito para mim tem de ser um jogador que ouça os treinadores, que queira trabalhar, aprender, evoluir.
Eu privilegio muito a defesa. Sempre gostei de defender e que as minhas equipas fossem muito fortes na defesa.
O ataque é importante, mas toda a gente sabe e gosta de meter pontos... Por isso o trabalho, a humildade e a capacidade de aprendizagem são essências para a evolução.

Porque é que aceitaste o lugar no Juvemaia?
Tinha decidido deixar a arbitragem. O Juvemaia fez-me a proposta. Tentei entender o que era o clube, a mística, os objectivos e sobretudo a maneiro como os outros treinadores vêm o basquete. Tive de seguida mais alguns convites, tanto do feminino como do masculino, mas decidi treinar no Juvemaia. Acho que é um bom clube para voltar a treinar, e acredito que se possa fazer um óptimo trabalho conjunto.

O que achas de cada uma de nos?
Acho que o grupo é muito porreiro. Tem potencial para se tornar numa verdadeira equipa!
Claro que qualquer grupo tem altos e baixos, e levando isto para a equipa claro que há quem tem mais potencial ou menos potencial. Mas vendo como um todo acho que a equipa se pode tornar bastante competitiva, mas claro que vai depender de todas vocês e não apenas de mim e do André.

O que é para ti ser treinador da Juvemaia (cadetes)?
Uma frase conhecida diz: "Ser treinador é ser especial".
Eu sinto isso mesmo. No Juvemaia, no Vasco ou em qualquer sítio ser treinador é algo que me completa pois sinto que estou a fazer parte do futuro bsquetebolistico de um conjunto de jogadoras. Nas cadetes do Juvemaia especificamente, ser treinador é algo que tenho visto como um desafio. Um desafio dos que gosto porque como sabemos a equipa está habituado a ter poucos objectivos. E todos na vida precisamos de objectivos maiores para nos sentirmos realizados. Eu sei que o vosso objectivo é ganhar os jogos, e é importante para mim que vocês ganhem jogos claro, mas mais importante ainda, é que vocês evoluam para no futuro serem boas jogadoras e se lembrem que eu vos ensinei alguma coisa... Que fui importante no vosso desenvolvimento como jogadores e como pessoas. Ganhar os jogos é consequência natural dessa evolução e do trabalho árduo.

Achas que vamos longe? Subir de divisão?
Acho que vocês vão ter um ano muito bom. Um ano que possivelmente nunca se vão esquecer. Podem ter momentos como equipa que nunca tiveram e que é difícil alguma equipa ter, e devem aproveitar ao máximo para criar um espírito de equipa forte. Darem-se bem umas com as outras, e desfrutar dos momentos em equipa porque acredita que te esqueces mais facilmente de um jogo bom do que de um bom momento em equipa.
Depois vem o trabalho. Temos de trabalhar bastante, com muito empenho e vontade de aprender. Depois disso podemos começar a pensar no resto. Mas sim... Claro que tenho confiança nesse objectivo e até em mais alguns, e por isso é que vos vou chatear a cabeça porque as capacidades existem, falta pô-las em prática.

Quais são as tuas expectativas para esta época?
Penso e espero que seja um ano em que a vossa dedicação e empenho nos possa proporcionar fazer uma época inesquecível para vocês.
Eu e o Matos podemos desejar muita coisa, e o nosso trabalho é sempre para cumprir-mos os melhores objectivos, mas no fundo tudo depende das atletas. A resposta só vocês a podem dar. E é durante os treinos que conseguem responder a esta pergunta.

Se pudesses dedicar a tua vida só ao basquetebol, dedicavas? Porque?
Se pudesse dedicava claro. Mas uma pessoa não consegue viver só do basquete portanto não posso.
Mas dedicava porque sinto-me realizado com o basquete.

sábado, 22 de agosto de 2009

Parabéns !!!

A Paula faz hoje anos.

A Equipa espera que tenhas um bom dia de aniversário. Deixem um comentário a Paula.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fala-nos a Sra. Presidente…

Há quantos anos está no Juvemaia?
Desde 1995

Que funções já desempenhou no clube ?
Comecei como Mãe que acompanhava as equipas, depois fui Seccionista, convidaram-me para a Direcção, sendo Directora depois Vice-Presidente e agora Presidente.

Como apareceu a ideia de ser presidente do Juvemaia ?
Por motivos profissionais, o nosso Presidente na altura passava a maior parte do ano fora do país e nas ultimas eleições, sendo eu o elemento mais antigo da Direcção no sector do basquete e a que mais acompanhava as equipas, fui convidada a apresentar uma lista, da qual está hoje em vigor.

Que balanço faz dos anos passados como presidente ?
Sendo Presidente há pouco tempo só posso falar dos anos passados como Vice-Presidente do qual faço um balanço bastante positivo. O nosso clube orgulha-se em ser um clube familiar mas com uma estrutura equilibrada e objectivos bem traçados. Hoje já é representado em todos os escalões incluindo o Mini Basquete, do qual só temos há três anos, e todos os anos o número de atletas tem vindo a aumentar, mostrando assim que estamos a crescer.

É difícil ser presidente do clube ?
É sempre difícil liderar e gerir algo que envolve diferentes personalidades, e que esteja em fase de crescimento. Não podemos agradar a todos, mas tendo a consciência tranquila que tomo sempre a decisão mais benéfica para o clube, facilita bastante a tarefa. Tenho uma enorme paixão e tremendo orgulho do meu clube de coração, o Juvemaia, é uma honra e um prazer ter a oportunidade de participar no crescimento deste clube, e como diz o ditado “quem corre por gosto não cansa”.

O que espera das equipas do Juvemaia ?
Independentemente do escalão, espero acima de tudo que honrem o nome e símbolo que levam no peito, com um comportamento correcto, respeito pelo adversário e o máximo de empenho no campo. No Mini Basquete quero que se divirtam ao máximo, pois, uma vez que queiram ir sempre aos treinos e sintam a necessidade de ter sempre a bola na mão, já ganhamos um atleta e fã da modalidade, assim contagiando os amiguinhos e conseguindo aumentar o número de atletas, agora é só ensinar e aperfeiçoar a técnica de basquetebol. Quando gostamos do que fazemos, damos sempre o nosso máximo. Das nossas seniores, espero que sejam o exemplo para que os nossos jovens atletas se consigam identificar e aprender.

Qual foi o pior momento pelo qual passou enquanto presidente do Juvemaia ?
Não diria o pior, mas sim o que mais me marcou, a fase final de seniores em Bustos. Mesmo sabendo que éramos as “outsiders” (tendo sido a primeira vez que o Juvemaia tinha chegado a uma fase final de seniores), o título estava ao nosso alcance. As nossas atletas uniram-se e trabalharam arduamente para conseguirem o titulo para o nosso clube, mas tal não foi possível. Estivemos tão perto no entanto tão longe. Ver a tristeza e desilusão nas caras delas custou-me imenso, mas faz parte do crescimento do clube.

E o melhor ?
Vou ter que dizer a mesma situação. Nesse fim-de-semana conseguimos mostrar a enorme família que somos e como apoiamos os nossos, independentemente dos resultados. Orgulhei-me quando vi que apesar de competirmos a quase 200 kms de casa, foram carros e um autocarro cheios com atletas, desde Mini Basquete até pais, avós tios, enfim. Éramos a equipa com mais adeptos na bancada. De cabeça erguida e coração a arrebentar de orgulho ouvi os elogios dos elementos de outras equipas comentando a louvável atitude. São esses momentos que nos ajudam a superar os momentos menos bons sabendo que estamos no caminho certo.

Quer deixar alguma mensagem as atletas Sub-16 ?
A mesma que já tinha deixado. Honrem o nosso clube e todos que trabalham para que ele exista, proporcionando as melhores condições possíveis, respeitem o adversário e dêem o vosso máximo. Vem aí uma nova época, novo treinador e muito trabalho. Sejam unidas, sejam uma equipa trabalhando para o mesmo objectivo. Desejo-vos uma boa época 2009/2010, e não se esqueçam:

"Façam o que fizerem
Estejam onde estiverem
Suceda o que suceder
Seram sempre JUVEMAIA"

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Trabalho Fisico Semana 4 (17 a 23 de Agosto):

Sessão nº10 (duração previsível - 72')
Activação Geral (à vossa escolha).
Trabalho de corrida (42' de corrida contínua - com uma frequência cardíaca de 38/40 batimentos durante 15"). Flexibilidade (5')
Trabalho de força (2 voltas ao circuito com 25" de trabalho e 25" de repouso em cada exercício)

Sessão nº11 (duração previsível - 75')
Activação Geral (à vossa escolha).
Trabalho de corrida (45' de corrida contínua - com uma frequência cardíaca de 38/40 batimentos durante 15"). Flexibilidade (5')
Trabalho de força (2 voltas ao circuito com 25" de trabalho e 25" de repouso em cada exercício)

Sessão nº12 (duração previsível - 85')
Activação Geral (à vossa escolha).
Trabalho de corrida (45' de corrida contínua - com uma frequência cardíaca de 38/40 batimentos durante 15"). Flexibilidade ( 5 ')
Trabalho de força (3 voltas ao circuito com 25" de trabalho e 25" de repouso em cada exercício)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fala-nos o nosso Treinador…


Quando é que começaste a jogar basquetebol?
Comecei a jogar basquetebol aos 7 anos.

Há quanto tempo és treinador ?
7/8 anos

Em quantos clubes já trabalhaste?
Trabalhei na Póvoa e agora no Juvemaia

Já jogaste basquetebol em algum clube ?
Joguei Basquetebol na Póvoa durante 15 anos

Porque que escolheste basquetebol e não outro desporto?
Eu só pratiquei Natação e Basquetebol, optei pelo basquetebol por ser um jogo de equipa, e como a minha mãe tinha jogado e o meu irmão jogava eu comecei a praticar, gostei e fiquei até hoje. Já lá vão 16 anos ligados ao Basquetebol.

Porque é que escolheste os basquetebol feminino e não o masculino?
Foi uma escolha natural, embora já tenha treinado masculino e me tenha sentido muito bem. Mas é completamente diferente treinar Masculino e Feminino.

O que significa para ti o basquetebol?
O basquetebol sempre teve uma grande importância na minha vida. A minha mãe jogou, o meu irmão jogou e desde cedo eu andava em pavilhões. É um desporto imprevisível, de um momento para o outro acontece uma reviravolta e tudo muda. É isso que faz com que seja um desporto mágico, além de ser o “MEU” desporto e não admitir que ninguém o estrague, talvez por isso, sou tão exigente com as minhas atletas.

Quando jogavas na tua equipa o que sentias quando eras substituído?
Podia sentir três coisas. Primeiro estava a jogar mal e o treinador tirou-me por isso, segundo estava a jogar bem, mas também é preciso os outros jogarem e terceiro, estava cansado e preciso de descansar.

Qual jogador da NBA gostavas de defender? Porque?
Michael Jordan. Porque é o jogador mais completo que conheço. Nada nele é previsível, nunca se sabe o que vai fazer.

Quando jogas basquetebol gostas mais de defender ou de atacar?
Gosto essencialmente de jogar. Atacar ou defender é praticamente igual. Gosto mais de atacar, mas dá-me mais prazer defender.

Já alguma vez tiveste o jogo nas tuas mãos, ou seja, faltar pouco tempo e o jogo estar empatado ou estar perdido e teres que marcar cesto para a tua equipa conseguir ganhar e não o conseguires fazer? Se sim como te sentiste?
Já tive as duas situações, marcar e falhar o cesto decisivo. Quando falho sinto uma enorme frustração, porque se era eu a “decidir” foi porque o treinador confiou em mim e eu falhei. Mas sempre tive a sorte de ter colegas de equipa que sempre me apoiaram e deram força. Quando se esta numa verdadeira equipa, até as coisas difíceis são fáceis de ultrapassar


Para ti, qual foi o escalão em que te deu mais prazer jogar?
Foi o escalão de Juniores A. Cresci muito como jogador e principalmente como pessoa, consegui cumprir o meu “papel” na equipa

Porque decidiste ser treinador de basquetebol?
Porque gosto muito de basquetebol. Gosto de saber o “jogo”, estudar o “jogo”, planear tudo ao pormenor.

Como é que é a experiência de ser treinador?
É uma experiencia completamente diferente de ser jogador, há mais responsabilidade. Temos de dedicar muito mais tempo a equipa, pensar em tudo o que pode acontecer, seja bom ou mau. Não pode haver imprevistos, tudo tem de estar planeado. Por vezes demoro 2 horas a preparar o treino.

Se pudesses dedicar a tua vida só ao basquetebol, dedicavas? Porque?
Claro, sem dúvida. Qualquer treinador sonha ser profissional e eu não fujo a regra. Sei que é difícil, mas ainda sou novo. Tenho que trabalhar muito.

Como é que é para ti TREINAR?
Para mim o treino é um momento de alegria, mas também uma grande responsabilidade. Estou a fazer o que mais gosto, mas também tenho de ser rigoroso comigo, para poder ser convosco. Para mim treinar é “deixar a pele” dentro do campo, dar tudo o que se tem.

Que equipa gostas-te mais de treinar até agora?
Como treinador principal, foi na época 2006/2007, quando treinei a equipa de Sub-14 Feminino na Póvoa. Uma equipa que pouca gente acreditava, mas elas tornaram-se numa verdadeira equipa, davam tudo, eram rigorosas, e as custas desse espírito de equipa fomos Vice-campeãs Distritais e fomos ao campeonato nacional. Outra equipa foi a da época de 2008/2009, que foram as atletas que mais evoluíram numa época desde que sou treinador.

Qual foi o melhor jogo ate agora como treinador?
Tenho 2. O primeiro foi na época de 2006/2007 contra o Académico, que decidia em ia ao Campeonato Nacional de Sub-14 Feminino. No jogo lá apenas tinha ganho por 6 pontos, mas em casa fizemos tudo o que treinamos durante a semana e ganhamos por 25 pontos. O outro foi contra o Lousada na época 2008/2009 em que a 1:17 minutos para acabar, estava a perder por 10, eu ia dando indicações, as coisas iam correndo como eu queria e fomos ganhar o jogo por 1 ponto a tocar a buzina.

Se pudesses defrontar uma equipa qual era?
Qualquer equipa, desde que fosse competitiva, e que cria-se obstáculos a minha equipa, pois só assim é que se evolui.

Para ti, que qualidades deve ter um jogador "perfeito"?
Tem de estar sempre concentrado, trabalhar em equipa, ser responsável, respeitar e ser leal com os outros. Nunca desistir, por muito que pareça impossível, ir sempre a “guerra”. Gostar de defender, atacar, estar no banco, estar na bancada, estar a filmar o jogo, ou seja, que goste de fazer tudo o que no momento é importante para a equipa, e para o seu desenvolvimento.

Porque é que aceitaste o lugar no Juvemaia ?
Já tinha decidido que na época de 2009/2010, não iria treinar no meu antigo clube, independentemente de ficar sem treinar basquete ou não. Apareceu o convite do Juvemaia, eu gostei do projecto e aceitei. Além de que desde a uns tempos para cá que tinha o desejo de trabalhar com o actual Coordenador (Marco Rodrigues) num clube.

Estás a gostar de estar na Juvemaia?
É um clube completamente diferente do meu antigo clube. É um desafio enorme para mim, mas acho que até agora está tudo a correr bem. Fui bem recebido e gosto de cá estar.

O que são para ti as cadetes do Juvemaia?
As Cadetes do Juvemaia, são as próximas “vítimas”. Eu não sou um treinador nada fácil. Sou muito exigente, disciplinado, rigoroso. As minhas atletas têm de ser a minha imagem. Como eu falei no primeiro treino, vocês vão ter sempre 2 caminhos “Y”. O caminho fácil que não nos vai trazer coisas boas, e o caminho difícil que nos vai trazer coisas boas. Espero que todas escolham o difícil pois normalmente é esse que nos dá alegrias.

Estás a gostar de nos treinar ?
Embora ainda só tenhamos feito 3 treinos e foram meios a brincar, pelo que vi, gostei. Resta saber se quando for mesmo a serio vocês vão conseguir corresponder. Eu acho que sim.

Quais são as tuas expectativas para esta época?
Formar uma equipa, onde todas lutem pelo mesmo objectivo, onde haja confiança entre todas, onde todas trabalham no máximo, com muito rigor. Se assim for tudo o resto será mais fácil.

Achas que vamos conseguir subir de divisão?
Apenas temos que treinar, treinar no duro. Acreditar sempre no que treinamos e em nós próprios e depois tudo pode acontecer.

Queres deixar alguma mensagem as atletas sub-16 ?
Dia 24 começa um novo ciclo para mim, para vocês e principalmente para o Juvemaia. Cabe a nós, equipa fazer com que esse ciclo traga coisas boas para o clube e para nós, mas sem nunca deixar de sorrir e sem deixar de ter aquele prazer que só nós sabemos, quando estamos a jogar basquetebol.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Trabalho Fisico Semana 3 (10 a 16 de Agosto):

Sessão nº7 ( duração previsível - 63')
Activação Geral (à vossa escolha).
Trabalho de corrida (33' de corrida contínua - com uma frequência cardíaca de 38/40 batimentos durante 15"). Flexibilidade ( 5')
Trabalho de força (2 voltas ao circuito com 25" de trabalho e 25" de repouso em cada exercício)

Sessão nº8 ( duração previsível - 66')
Activação Geral (à vossa escolha).
Trabalho de corrida (36' de corrida contínua - com uma frequência cardíaca de 38/40 batimentos durante 15"). Flexibilidade (5')
Trabalho de força (2 voltas ao circuito com 25" de trabalho e 25" de repouso em cada exercício)

Sessão nº9 ( duração previsível - 69')
Activação Geral (à vossa escolha).
Trabalho de corrida (39' de corrida contínua - com uma frequência cardíaca de 38/40 batimentos durante 15"). Flexibilidade (5')
Trabalho de força (2 voltas ao circuito com 25" de trabalho e 25" de repouso em cada exercício)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Trabalho Fisico Semana 2 (3 a 9 de Agosto):

Sessão nº4 (duração previsível - 42')
Activação Geral (à vossa escolha).
Trabalho de corrida (24' de corrida contínua - com uma frequência cardíaca de 38/40 batimentos durante 15"). Flexibilidade (5')
Trabalho de força (I volta ao circuito com 20" de trabalho e 20" de repouso em cada exercício)

Sessão nº5 (duração previsível - 53')
Activação Geral (à vossa escolha).
Trabalho de corrida (27' de corrida contínua - com uma frequência cardíaca de 38/40 batimentos durante 15"). Flexibilidade (5')
Trabalho de força (2 voltas ao circuito com 20" de trabalho e 20" de repouso em cada exercício)

Sessão nº6 ( duração previsível - 56')
Activação Geral (à vossa escolha). .
Trabalho de corrida (30' de corrida contínua - com uma frequência cardíaca de 38/40 batimentos durante 15"). Flexibilidade (5')
Trabalho de força (2 voltas ao circuito com 20" de trabalho e 20" de repouso em cada exercício)