Com que idade e que começaste a jogar?Com 5 anos. Ainda a bola era quase maior do que eu. Joguei durante 15 anos, 14 deles no Vasco da Gama e 1 no Desportivo de Leça.
Para ti, qual foi o escalão em que te deu mais prazer jogar?
Acho que todos os escalões me deram prazer jogar. Cada um como cada qual.
Nos minis era para aprender tudo. Mas lembro-me que íamos para os jogos sempre para ganhar. Ou não jogasse eu no Vasco. Subi um ano mais cedo para os iniciados.
Nos iniciados começava a ser um bocadinho mais a sério. Continuava a aprender mas cada vez era mais basquete. Voltei a subir mais cedo, desta vez para os cadetes o que significava que já não podia voltar a jogar nos iniciados.
Nos cadetes, recordo-me perfeitamente pois no meu último ano jogava pelos cadetes e pelos juniores “B”, e foi nesse ano que fui campeão distrital de juniores “B”. A escolher um ano seria esse.
Quando subi para os juniores A fiz apenas uma época no Vasco porque me chateei com o meu treinador e pedi para sair do clube. Fui um ano para o Desportivo de Leça no qual tinha decidido que era o meu último ano como jogador. Nesse ano joguei como Júnior A e sénior e também foi um bom ano.
Quando jogas basquete gostas mais de defender ou de atacar?
Eu penso que não há jogadores que gostem mais de defender do que de atacar. Toda a gente gosta de atacar.
Só que apesar disse eu adorava tanto defender como adorava atacar. Mostra-mos a nossa "raça" é na defesa.
E como disse um grande treinador: "A atacar ganha-se jogos...A defender ganha-se campeonatos!"
Qual jogador da NBA gostavas de defender? Porque?
Está reformado como eu. Mas claro que era o Michael Jordan porque além de ser o melhor atleta de todos os tempos era fenomenal e quase impossível para-lo.
Eu gostava de tentar.
Quando jogavas na tua equipa o que sentias quando eras substituído?
Quando jogamos sentimos sempre aquela sensação de injustiçados. De que o treinador gosta mais do outro do que de nós e por isso é que estamos a sair.
Mas na maioria dos casos não é isso que acontece e enquanto fui crescendo é que fui percebendo. Ninguém gosta de sair é claro, mas os treinadores não são nenhuns malucos para tirar uma jogadora se ela estiver a ser importante naquele momento. Os treinadores conhecem bem as jogadoras e sabem que naquele momento são precisas determinadas características.
Mas ao jogador custa sempre. Eu não gostava de sair!
Já alguma vez tiveste o jogo nas tuas mãos, ou seja, faltar pouco tempo e o jogo estar empatado ou estar perdido e teres que marca cesto para a tua conseguir ganhar e não o conseguires fazer? Se sim como te sentiste?
Já. Mais vezes do que o que desejava até. Quando estava de mão quente alguns treinadores confiavam em mim em momentos desses. Marquei alguns e quando se marca a sensação é das melhores do mundo. Claro que também falhei. E posso contar uma que foi a pior e seria talvez a mais decisiva da minha vida. No Vasco em Juniores A contra o Galitos, estávamos a perder por 3 pontos... Faltavam 8 segundos e o meu treinador pediu desconto de tempo. Desenhou uma jogada para um colega meu lançar triplo. A outra equipa adivinhou e marcaram o meu colega. Apareci eu para receber a bola, recebi, dei um drible, parei, lancei e falhe. Se ganhasse-mos aquele jogo ia-mos á fase final nacional. Chorei nesse jogo. O meu treinador sentou-se ao meu lado com a estatística na mão e disse: se não tivéssemos falhado estes lançamentos e lances livres tínhamos ganho. Portanto não foi o teu lançamento que decidiu se perdemos ou ganhamos.
Gostas de ser treinador?
Gosto claro. Dai a minha opção em ter deixado a arbitragem. Já tinha treinado o Vasco da Gama 3 anos e decidi voltar a treinar pelo gosto que dá chatear-vos a cabeça mas ver-vos a evoluir.
Qual é a diferença entre treinador e árbitro?
Comecei as duas actividades no mesmo ano! E jogava também. Tirei o curso de treinador, e uns meses depois o de árbitro. Primeiro "baldava-me" á arbitragem, pois gostava mais de treinar, mas vi que até ia tendo jeito para arbitrar e que queriam apostar em mim e decidi experimentar mais a sério.
Entretanto deu-se a minha saída do clube que estava como jogador e consequentemente como treinador e optei pela arbitragem. Mas passados alguns anos reparei que posso dar um maior contributo e que preferi treinar, pois vou ter mais gosto no futuro ver atletas que foram treinadas por mim a jogar em boas equipas por exemplo. O prazer é outro e compensa.
O que é para ti o basquetebol?
Digo sempre que o basquetebol para mim é tudo. Acho que não era feliz se não tivesse ligado ao basquetebol.
Seja como jogador, treinador, ou arbitro. Acho que o espírito que se vive faz bem a toda a gente, estar em equipa é uma sensação que nunca na vida nos esquece-mos.
Porque que escolheste basquetebol e não outro desporto? Porque?
Amor á primeira vista. Comecei com 5 anos. Ainda houve ali uns dois meses que jogava futebol no Boavista ao mesmo tempo de basquete mas o meu pai obrigou-me a escolher um e eu preferi o basquete. Escolha certa.
Porque decidiste ser treinador de Basquetebol?
Na altura que tirei o curso queria estar ainda mais envolvido com a modalidade do que o que estava. Então durante 3 anos fui treinador, jogador e arbitro. Depois para subir para árbitro nacional tive que abdicar de treinar e de jogar. Passaram então mais dois anos em que não treinei nem joguei e durante a época passada decidi que queria voltar a treinar. Porque me sinto mais realizado. Porque estou a formar gente como jogadoras e como pessoas... Muito da nossa vida é reflexo do que somos no basquete.
Porque é que escolheste o basquetebol feminino e não o masculino?
Quando tirei o curso fui treinador do masculino 3 anos no Vasco da Gama.
Agora que decidi voltar a treinar surgiram-me algumas propostas, e decidi aceitar a do Juvemaia porque é um clube que gosto, com pessoas que conhecia e que gosto também.
Depois eu acho que o basquete feminino, por exemplo a nível sénior é muito mal jogado. E tracei um objectivo que era ter uma equipa que jogasse de uma forma mais bonita do que as restantes. De uma forma que fosse mais basquete. Que as pessoas gostem de ver. Felizmente o Marco e o André também pensam como eu e por isso foi fácil aceitar trabalhar no Juvemaia.
Vai ser duro para vocês, mas no fim compensa. O basquete compensa sempre.
Que escalões já treinaste?
Treinei os iniciados do Vasco da gama. Já não treinava á 3 anos pois tive de abdicar para subir para arbitro nacional.
Agora estou de volta
Que equipa gostas-te mais de treinar até agora?
Até agora a que mas gostei foi a equipa de iniciados do Vasco, no meu segundo ano de treinador.
Foi um ano que chegamos á fase nacional e trabalhei com um grupo espectacular, que revelava muita qualidade. Foi o mesmo grupo que este ano foi campeão nacional de Juniores B.
Se pudesses defrontar uma equipa qual era?
Como jogador seria a equipa de Chicago de á 10 anos atrás. Com Jordan, Pippen, Rodman, etc.
Como treinador é difícil responder porque dependeria da equipa que estivesse a treinar.
Mas por exemplo com as cadetes do Juvemaia, talvez um jogo contra uma equipa sénior para testar as vossas capacidades no limite.
Qual o teu sonho em relação em Basquetebol?
Acho que nunca idealizei um sonho em relação ao basquete. Sempre preferi traçar objectivos e tentar alcança-los.
Os sonhos por vezes não passam disso mesmo e então se traçar-mos objectivos possivelmente conseguimos atingi-los e podemos voltar a traçar outros.
Quais foram os jogos que mais te marcaram como árbitro, como jogador e como treinador e porquê?
Como árbitro foi um Póvoa-Barcelos em seniores. Era avaliado nesse jogo. Decidia o 1º classificado da Cnb1 e estava o pavilhão cheio como eu nunca o tinha visto. Não havia um lugar, nem sentado, nem em pé...
Como jogador tive vários. Podia destacar o jogo da fase final quando fui campeão distrital mas só joguei para ai 10 minutos nesse porque era cadete e jogava pelos juniores. Sem dúvida que foi dos mais marcantes, mas tive jogos em que decidi que também me marcaram bastante. Outros que não decidi mas que também marcam. Muitos jogos mesmo que tinha que falar.
Como treinador um jogo dos "meus miúdos" contra o porto que decidia o vencedor da fase intermédia. Pareciam seniores a jogar. Concentrados, com a garra á Vasco, e muita atitude. Ganha-mos por 3 pontos esse jogo e marcou-me porque todos os jogadores jogaram nos últimos 2 minutos. Tirei 5 e meti outros 5 tal era a confiança que tinha neles nesse dia.
Para ti, que qualidades deve ter um jogador "perfeito"?
Um jogador perfeito para mim tem de ser um jogador que ouça os treinadores, que queira trabalhar, aprender, evoluir.
Eu privilegio muito a defesa. Sempre gostei de defender e que as minhas equipas fossem muito fortes na defesa.
O ataque é importante, mas toda a gente sabe e gosta de meter pontos... Por isso o trabalho, a humildade e a capacidade de aprendizagem são essências para a evolução.
Porque é que aceitaste o lugar no Juvemaia?
Tinha decidido deixar a arbitragem. O Juvemaia fez-me a proposta. Tentei entender o que era o clube, a mística, os objectivos e sobretudo a maneiro como os outros treinadores vêm o basquete. Tive de seguida mais alguns convites, tanto do feminino como do masculino, mas decidi treinar no Juvemaia. Acho que é um bom clube para voltar a treinar, e acredito que se possa fazer um óptimo trabalho conjunto.
O que achas de cada uma de nos?
Acho que o grupo é muito porreiro. Tem potencial para se tornar numa verdadeira equipa!
Claro que qualquer grupo tem altos e baixos, e levando isto para a equipa claro que há quem tem mais potencial ou menos potencial. Mas vendo como um todo acho que a equipa se pode tornar bastante competitiva, mas claro que vai depender de todas vocês e não apenas de mim e do André.
O que é para ti ser treinador da Juvemaia (cadetes)?
Uma frase conhecida diz: "Ser treinador é ser especial".
Eu sinto isso mesmo. No Juvemaia, no Vasco ou em qualquer sítio ser treinador é algo que me completa pois sinto que estou a fazer parte do futuro bsquetebolistico de um conjunto de jogadoras. Nas cadetes do Juvemaia especificamente, ser treinador é algo que tenho visto como um desafio. Um desafio dos que gosto porque como sabemos a equipa está habituado a ter poucos objectivos. E todos na vida precisamos de objectivos maiores para nos sentirmos realizados. Eu sei que o vosso objectivo é ganhar os jogos, e é importante para mim que vocês ganhem jogos claro, mas mais importante ainda, é que vocês evoluam para no futuro serem boas jogadoras e se lembrem que eu vos ensinei alguma coisa... Que fui importante no vosso desenvolvimento como jogadores e como pessoas. Ganhar os jogos é consequência natural dessa evolução e do trabalho árduo.
Achas que vamos longe? Subir de divisão?
Acho que vocês vão ter um ano muito bom. Um ano que possivelmente nunca se vão esquecer. Podem ter momentos como equipa que nunca tiveram e que é difícil alguma equipa ter, e devem aproveitar ao máximo para criar um espírito de equipa forte. Darem-se bem umas com as outras, e desfrutar dos momentos em equipa porque acredita que te esqueces mais facilmente de um jogo bom do que de um bom momento em equipa.
Depois vem o trabalho. Temos de trabalhar bastante, com muito empenho e vontade de aprender. Depois disso podemos começar a pensar no resto. Mas sim... Claro que tenho confiança nesse objectivo e até em mais alguns, e por isso é que vos vou chatear a cabeça porque as capacidades existem, falta pô-las em prática.
Quais são as tuas expectativas para esta época?
Penso e espero que seja um ano em que a vossa dedicação e empenho nos possa proporcionar fazer uma época inesquecível para vocês.
Eu e o Matos podemos desejar muita coisa, e o nosso trabalho é sempre para cumprir-mos os melhores objectivos, mas no fundo tudo depende das atletas. A resposta só vocês a podem dar. E é durante os treinos que conseguem responder a esta pergunta.
Se pudesses dedicar a tua vida só ao basquetebol, dedicavas? Porque?
Se pudesse dedicava claro. Mas uma pessoa não consegue viver só do basquete portanto não posso.
Mas dedicava porque sinto-me realizado com o basquete.
Para ti, qual foi o escalão em que te deu mais prazer jogar?
Acho que todos os escalões me deram prazer jogar. Cada um como cada qual.
Nos minis era para aprender tudo. Mas lembro-me que íamos para os jogos sempre para ganhar. Ou não jogasse eu no Vasco. Subi um ano mais cedo para os iniciados.
Nos iniciados começava a ser um bocadinho mais a sério. Continuava a aprender mas cada vez era mais basquete. Voltei a subir mais cedo, desta vez para os cadetes o que significava que já não podia voltar a jogar nos iniciados.
Nos cadetes, recordo-me perfeitamente pois no meu último ano jogava pelos cadetes e pelos juniores “B”, e foi nesse ano que fui campeão distrital de juniores “B”. A escolher um ano seria esse.
Quando subi para os juniores A fiz apenas uma época no Vasco porque me chateei com o meu treinador e pedi para sair do clube. Fui um ano para o Desportivo de Leça no qual tinha decidido que era o meu último ano como jogador. Nesse ano joguei como Júnior A e sénior e também foi um bom ano.
Quando jogas basquete gostas mais de defender ou de atacar?
Eu penso que não há jogadores que gostem mais de defender do que de atacar. Toda a gente gosta de atacar.
Só que apesar disse eu adorava tanto defender como adorava atacar. Mostra-mos a nossa "raça" é na defesa.
E como disse um grande treinador: "A atacar ganha-se jogos...A defender ganha-se campeonatos!"
Qual jogador da NBA gostavas de defender? Porque?
Está reformado como eu. Mas claro que era o Michael Jordan porque além de ser o melhor atleta de todos os tempos era fenomenal e quase impossível para-lo.
Eu gostava de tentar.
Quando jogavas na tua equipa o que sentias quando eras substituído?
Quando jogamos sentimos sempre aquela sensação de injustiçados. De que o treinador gosta mais do outro do que de nós e por isso é que estamos a sair.
Mas na maioria dos casos não é isso que acontece e enquanto fui crescendo é que fui percebendo. Ninguém gosta de sair é claro, mas os treinadores não são nenhuns malucos para tirar uma jogadora se ela estiver a ser importante naquele momento. Os treinadores conhecem bem as jogadoras e sabem que naquele momento são precisas determinadas características.
Mas ao jogador custa sempre. Eu não gostava de sair!
Já alguma vez tiveste o jogo nas tuas mãos, ou seja, faltar pouco tempo e o jogo estar empatado ou estar perdido e teres que marca cesto para a tua conseguir ganhar e não o conseguires fazer? Se sim como te sentiste?
Já. Mais vezes do que o que desejava até. Quando estava de mão quente alguns treinadores confiavam em mim em momentos desses. Marquei alguns e quando se marca a sensação é das melhores do mundo. Claro que também falhei. E posso contar uma que foi a pior e seria talvez a mais decisiva da minha vida. No Vasco em Juniores A contra o Galitos, estávamos a perder por 3 pontos... Faltavam 8 segundos e o meu treinador pediu desconto de tempo. Desenhou uma jogada para um colega meu lançar triplo. A outra equipa adivinhou e marcaram o meu colega. Apareci eu para receber a bola, recebi, dei um drible, parei, lancei e falhe. Se ganhasse-mos aquele jogo ia-mos á fase final nacional. Chorei nesse jogo. O meu treinador sentou-se ao meu lado com a estatística na mão e disse: se não tivéssemos falhado estes lançamentos e lances livres tínhamos ganho. Portanto não foi o teu lançamento que decidiu se perdemos ou ganhamos.
Gostas de ser treinador?
Gosto claro. Dai a minha opção em ter deixado a arbitragem. Já tinha treinado o Vasco da Gama 3 anos e decidi voltar a treinar pelo gosto que dá chatear-vos a cabeça mas ver-vos a evoluir.
Qual é a diferença entre treinador e árbitro?
Comecei as duas actividades no mesmo ano! E jogava também. Tirei o curso de treinador, e uns meses depois o de árbitro. Primeiro "baldava-me" á arbitragem, pois gostava mais de treinar, mas vi que até ia tendo jeito para arbitrar e que queriam apostar em mim e decidi experimentar mais a sério.
Entretanto deu-se a minha saída do clube que estava como jogador e consequentemente como treinador e optei pela arbitragem. Mas passados alguns anos reparei que posso dar um maior contributo e que preferi treinar, pois vou ter mais gosto no futuro ver atletas que foram treinadas por mim a jogar em boas equipas por exemplo. O prazer é outro e compensa.
O que é para ti o basquetebol?
Digo sempre que o basquetebol para mim é tudo. Acho que não era feliz se não tivesse ligado ao basquetebol.
Seja como jogador, treinador, ou arbitro. Acho que o espírito que se vive faz bem a toda a gente, estar em equipa é uma sensação que nunca na vida nos esquece-mos.
Porque que escolheste basquetebol e não outro desporto? Porque?
Amor á primeira vista. Comecei com 5 anos. Ainda houve ali uns dois meses que jogava futebol no Boavista ao mesmo tempo de basquete mas o meu pai obrigou-me a escolher um e eu preferi o basquete. Escolha certa.
Porque decidiste ser treinador de Basquetebol?
Na altura que tirei o curso queria estar ainda mais envolvido com a modalidade do que o que estava. Então durante 3 anos fui treinador, jogador e arbitro. Depois para subir para árbitro nacional tive que abdicar de treinar e de jogar. Passaram então mais dois anos em que não treinei nem joguei e durante a época passada decidi que queria voltar a treinar. Porque me sinto mais realizado. Porque estou a formar gente como jogadoras e como pessoas... Muito da nossa vida é reflexo do que somos no basquete.
Porque é que escolheste o basquetebol feminino e não o masculino?
Quando tirei o curso fui treinador do masculino 3 anos no Vasco da Gama.
Agora que decidi voltar a treinar surgiram-me algumas propostas, e decidi aceitar a do Juvemaia porque é um clube que gosto, com pessoas que conhecia e que gosto também.
Depois eu acho que o basquete feminino, por exemplo a nível sénior é muito mal jogado. E tracei um objectivo que era ter uma equipa que jogasse de uma forma mais bonita do que as restantes. De uma forma que fosse mais basquete. Que as pessoas gostem de ver. Felizmente o Marco e o André também pensam como eu e por isso foi fácil aceitar trabalhar no Juvemaia.
Vai ser duro para vocês, mas no fim compensa. O basquete compensa sempre.
Que escalões já treinaste?
Treinei os iniciados do Vasco da gama. Já não treinava á 3 anos pois tive de abdicar para subir para arbitro nacional.
Agora estou de volta
Que equipa gostas-te mais de treinar até agora?
Até agora a que mas gostei foi a equipa de iniciados do Vasco, no meu segundo ano de treinador.
Foi um ano que chegamos á fase nacional e trabalhei com um grupo espectacular, que revelava muita qualidade. Foi o mesmo grupo que este ano foi campeão nacional de Juniores B.
Se pudesses defrontar uma equipa qual era?
Como jogador seria a equipa de Chicago de á 10 anos atrás. Com Jordan, Pippen, Rodman, etc.
Como treinador é difícil responder porque dependeria da equipa que estivesse a treinar.
Mas por exemplo com as cadetes do Juvemaia, talvez um jogo contra uma equipa sénior para testar as vossas capacidades no limite.
Qual o teu sonho em relação em Basquetebol?
Acho que nunca idealizei um sonho em relação ao basquete. Sempre preferi traçar objectivos e tentar alcança-los.
Os sonhos por vezes não passam disso mesmo e então se traçar-mos objectivos possivelmente conseguimos atingi-los e podemos voltar a traçar outros.
Quais foram os jogos que mais te marcaram como árbitro, como jogador e como treinador e porquê?
Como árbitro foi um Póvoa-Barcelos em seniores. Era avaliado nesse jogo. Decidia o 1º classificado da Cnb1 e estava o pavilhão cheio como eu nunca o tinha visto. Não havia um lugar, nem sentado, nem em pé...
Como jogador tive vários. Podia destacar o jogo da fase final quando fui campeão distrital mas só joguei para ai 10 minutos nesse porque era cadete e jogava pelos juniores. Sem dúvida que foi dos mais marcantes, mas tive jogos em que decidi que também me marcaram bastante. Outros que não decidi mas que também marcam. Muitos jogos mesmo que tinha que falar.
Como treinador um jogo dos "meus miúdos" contra o porto que decidia o vencedor da fase intermédia. Pareciam seniores a jogar. Concentrados, com a garra á Vasco, e muita atitude. Ganha-mos por 3 pontos esse jogo e marcou-me porque todos os jogadores jogaram nos últimos 2 minutos. Tirei 5 e meti outros 5 tal era a confiança que tinha neles nesse dia.
Para ti, que qualidades deve ter um jogador "perfeito"?
Um jogador perfeito para mim tem de ser um jogador que ouça os treinadores, que queira trabalhar, aprender, evoluir.
Eu privilegio muito a defesa. Sempre gostei de defender e que as minhas equipas fossem muito fortes na defesa.
O ataque é importante, mas toda a gente sabe e gosta de meter pontos... Por isso o trabalho, a humildade e a capacidade de aprendizagem são essências para a evolução.
Porque é que aceitaste o lugar no Juvemaia?
Tinha decidido deixar a arbitragem. O Juvemaia fez-me a proposta. Tentei entender o que era o clube, a mística, os objectivos e sobretudo a maneiro como os outros treinadores vêm o basquete. Tive de seguida mais alguns convites, tanto do feminino como do masculino, mas decidi treinar no Juvemaia. Acho que é um bom clube para voltar a treinar, e acredito que se possa fazer um óptimo trabalho conjunto.
O que achas de cada uma de nos?
Acho que o grupo é muito porreiro. Tem potencial para se tornar numa verdadeira equipa!
Claro que qualquer grupo tem altos e baixos, e levando isto para a equipa claro que há quem tem mais potencial ou menos potencial. Mas vendo como um todo acho que a equipa se pode tornar bastante competitiva, mas claro que vai depender de todas vocês e não apenas de mim e do André.
O que é para ti ser treinador da Juvemaia (cadetes)?
Uma frase conhecida diz: "Ser treinador é ser especial".
Eu sinto isso mesmo. No Juvemaia, no Vasco ou em qualquer sítio ser treinador é algo que me completa pois sinto que estou a fazer parte do futuro bsquetebolistico de um conjunto de jogadoras. Nas cadetes do Juvemaia especificamente, ser treinador é algo que tenho visto como um desafio. Um desafio dos que gosto porque como sabemos a equipa está habituado a ter poucos objectivos. E todos na vida precisamos de objectivos maiores para nos sentirmos realizados. Eu sei que o vosso objectivo é ganhar os jogos, e é importante para mim que vocês ganhem jogos claro, mas mais importante ainda, é que vocês evoluam para no futuro serem boas jogadoras e se lembrem que eu vos ensinei alguma coisa... Que fui importante no vosso desenvolvimento como jogadores e como pessoas. Ganhar os jogos é consequência natural dessa evolução e do trabalho árduo.
Achas que vamos longe? Subir de divisão?
Acho que vocês vão ter um ano muito bom. Um ano que possivelmente nunca se vão esquecer. Podem ter momentos como equipa que nunca tiveram e que é difícil alguma equipa ter, e devem aproveitar ao máximo para criar um espírito de equipa forte. Darem-se bem umas com as outras, e desfrutar dos momentos em equipa porque acredita que te esqueces mais facilmente de um jogo bom do que de um bom momento em equipa.
Depois vem o trabalho. Temos de trabalhar bastante, com muito empenho e vontade de aprender. Depois disso podemos começar a pensar no resto. Mas sim... Claro que tenho confiança nesse objectivo e até em mais alguns, e por isso é que vos vou chatear a cabeça porque as capacidades existem, falta pô-las em prática.
Quais são as tuas expectativas para esta época?
Penso e espero que seja um ano em que a vossa dedicação e empenho nos possa proporcionar fazer uma época inesquecível para vocês.
Eu e o Matos podemos desejar muita coisa, e o nosso trabalho é sempre para cumprir-mos os melhores objectivos, mas no fundo tudo depende das atletas. A resposta só vocês a podem dar. E é durante os treinos que conseguem responder a esta pergunta.
Se pudesses dedicar a tua vida só ao basquetebol, dedicavas? Porque?
Se pudesse dedicava claro. Mas uma pessoa não consegue viver só do basquete portanto não posso.
Mas dedicava porque sinto-me realizado com o basquete.


